Fotografias dignas de um verdadeiro fotógrafo – três estratégias básicas de enquadramento

 

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Olá a todos! Hoje, no Papelia, vamos abordar um aspecto essencial da fotografia: o enquadramento. Os bons fotógrafos sabem que uma fotografia não se resume a apontar uma câmara para um objecto e captar a sua imagem.

 

Talvez mais importante ainda, é a forma como captamos essa imagem e como direccionamos o olhar de um posterior observador, guiando-o pela imagem. A forma como enquadramos estabelece qual é a importância de um elemento na imagem final e é essencial para nos assegurarmos de que contamos a história que queremos contar da melhor forma.

 

Por isso, ficam aqui três dicas básicas de enquadramento:

 

  1. Evitar o centro.

A tendência mais frequente num fotógrafo iniciante é colocar o elemento para o qual quer chamar a atenção no centro da fotografia. Contudo, esta forma de enquadrar pode acabar por ter resultados demasiado neutros, repetitivos e aborrecidos.

Uma boa forma de evitar o uso repetido de um enquadramento ao centro é usar a regra dos terços. Esta consiste em dividir a imagem em nove partes iguais. Os elementos a que queremos dar destaque devem ser colocados nas intersecções das linhas que a dividem, ou sobre elas. Ao deslocar os elementos mais importantes do centro da imagem, estamos a criar imagens mais ricas, com relações potencialmente mais interessantes entre todas as partes da imagem.

 

  1. Usar diagonais para criar dinamismo na imagem.

Usar elementos que criam diagonais numa imagem pode conferir-lhe muito mais dramatismo, movimento, tensão. Normalmente, incorporar este tipo de linhas numa imagem dá-lhe mais impacto, mais força, do que se nos limitarmos a usar linhas horizontais e verticais.

 

  1. Simplificar a imagem, de modo a torná-la mais facilmente legível.

Quando olhamos para alguma coisa no mundo real, instintivamente simplificamos aquilo que vemos, focando a nossa atenção nuns quantos pontos que saltam mais à vista. Contudo, uma fotografia não é o mundo real. Ela é estática e bidimensional. Por este motivo, é muito fácil que uma fotografia se torne caótica ou confusa, incorporando demasiados elementos contrastantes entre si.

Um bom fotógrafo evita esta confusão, este caos visual, enquadrando a fotografia de modo a que esta fique simples e legível. Tudo o que não tiver importância, deve ser deixado de lado através da forma como enquadramos.

 

Para terminar, não podemos deixar de realçar que estas indicações não são regras invioláveis. Elas são apenas princípios, estratégias que uma grande quantidade de fotógrafos por esse mundo fora utilizam para obter resultados melhores. É essencial existir sempre espaço de manobra para a flexibilidade e adaptabilidade do fotógrafo.

 

Mesmo assim, verão que estas dicas vos vão ser bastante úteis! Até breve e boas fotografias!

Editores de imagem para fotógrafos mais ou menos avançados

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Olá a todos! Hoje, no Papelia, vamos abordar um tema hoje em dia incontornável no mundo da fotografia: o software de edição de imagem.

Com os avanços da fotografia digital, cuja evolução tem sido mito veloz, é impensável para qualquer praticante, mais ou menos amador, dispensar por completo a possibilidade de editar as suas imagens no computador.

A verdadeira questão é: qual o programa de edição mais adequado para quem? O mercado está a abarrotar de soluções para vários tipos de fotógrafos. Assim, para ajudar os nossos leitores a fazerem uma melhor escolha, vamos apontar aqui três programas bastante distintos, analisando algumas vantagens e desvantagens.

 

Adobe Photoshop

Porventura o mais conhecido e utilizado editor de imagem, o Photoshop é um programa que dispensa apresentações. Conta com uma já larga história no mercado e é uma escolha recorrente para a manipulação de todo o tipo de imagens.

Tem como principais vantagens o facto de ser versátil, de incorporar vários recursos e ferramentas. Além disso, o seu sistema de edição em layers (camadas) permite manipular uma imagem de forma potente, complexa e profunda.

Contudo, não será o ideal para todos os fotógrafos. O Photoshop tem uma curva de aprendizagem algo lenta. Salvos os casos em que estejamos na disposição de dispender largas horas a familiarizar-nos com ele, pode ser melhor optar por outro tipo de soluções.

 

Adobe Lightroom

Outro programa da Adobe, o Lightroom distingue-se do Photoshop por ser menos versátil, devido ao facto de ser pensado especificamente para fotografia. Dependendo do uso que se quer dar ao editor de imagem, e da complexidade da manipulação, pode ser uma solução interessante. Isto porque é extremamente eficaz no que toca a retocar e corrigir imagens.

Pode ainda ser usado em conjunto com outros programas de edição, de uso mais generalista, para quem precisar de um leque maior de ferramentas.

 

GIMP

Em termos económicos, o GIMP não poderia ser melhor: é gratuito. O que não implica que este seja um programa sem qualidade.

Beneficiando da ideologia open-source, em que os utilizadores contribuem activamente para o desenvolvimento de software, nomeadamente através da criação de plugins, o GIMP tem vindo a tornar-se uma ferramenta cada vez mais potente.

Tal como o Photoshop, funciona por camadas, mas pode ser considerado ainda mais difícil de dominar, menos intuitivo e com um interface mais complicado. Para quem tiver mais tempo do que dinheiro, ainda assim, pode ser uma excelente solução.

 

Estes três programas não esgotarão certamente o leque de opções disponíveis por aí, mas são um ponto de partida bastante interessante para qualquer fotógrafo. Uma boa ideia será fazer o download de uma versão trial dos dois primeiros, para ver se correspondem às suas expectativas. De qualquer maneira, podem ajudá-lo a dar mais um passo na sua evolução como fotógrafo. Resta-nos despedir-nos. Até ao próximo artigo, boas fotografias!